Guía Michelin 2016 manchado a sangue

São uma, duas ou três estrelas que foram entregues hoje aos melhores, mais conceituados e mais perfeccionistas Chefes do mundo.

Mas mais uma vez o guia vê se assombrado pela sua própria arrogância, com a morte do detentor de três estrelas Michelin Benoit Violier, o chefe considerado um dos melhores do mundo foi encontrado na sua casa na Suíça morto, alegadamente tendo posto termo à sua própria vida.

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O guia declarou no Twitter

“Estamos chocados com a morte de Benoît Violier, um chef com imenso talento. A sua família e equipa estão no nosso pensamentoGuía Michelin 2016″

A verdade é que a história repete-se, a pressão exigida é quase sobrehumana levando muitos Chefes a cometer estes e outros actos.

Imaginem estar constantemente a ser avaliados, julgados, num ambiente quente durante 12 a 18 horas, em pé sem parar, por vezes sem comer, muitas vezes sem dormir.

Isso é  um restaurante Michelin.

Todos os dias vemos histórias de chefes com estrelas com  problemas de álcool, drogas e depressões e por fim morte (homicídio ou suicídio).

Esperemos que as coisas continuem a mudar e cada vez mais a pressão de ser perfeito, quase um deus seja reduzida e os Chefes e futuros chefes possam viver como os restantes mortais, felizes e equilibrados.

O Cookingtrip presta uma homenagem ao Chefe Benoît Violier, esperando que estas perdas não tornem a repetir-se.

Para quem quiser consultar a lista de vencedores podem aceder ao link  Guía Michelin 2016

Texto de Paula de Almeida

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